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10/01/2017
“Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço”

Troca de experiências dentro da própria empresa pode garantir oportunidades de crescimento profissional na Hamburg Süd

O verso “Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço” da canção “Aquele Abraço”, do cantor e compositor brasileiro Gilberto Gil, é levado à risca por alguns profissionais da Hamburg Süd. Na busca por conhecimento em áreas diferentes e que possam ampliar as oportunidades dentro da empresa, alguns profissionais viajam para outros países, atuam em outras funções dentro do próprio Grupo e retornam com experiências ricas para compartilhar. Outros nunca saíram do Brasil, estão na empresa há mais de décadas e souberam pavimentar uma história de sucesso com suas escolhas.

Na Hamburg Süd do Brasil são vários exemplos de profissionais que optaram por permanecer muitos anos na empresa e que ainda vislumbram uma trajetória longa pela corporação. Um dos principais exemplos é do diretor-superintendente, Julian Thomas, que veio para o Brasil no início da década de 80 como estagiário, a bordo de um navio do Grupo, e desistiu de retornar à Inglaterra para fazer um MBA quando recebeu o convite para continuar como trainee nos escritórios de Santos e São Paulo.

De lá para cá, o executivo assumiu várias funções e desfrutou do conhecimento que cada uma delas lhe proporcionou. De trainee ele passou a assistente da diretoria no Rio, subgerente de vendas em Salvador e gerente de uma linha da Europa no Brasil. Em 1990, ainda pela Hamburg Süd, deixou o País para assumir como diretor da empresa espanhola Ybarra, que fez uma joint-venture com o Grupo. Depois foi para os Estados Unidos e retornou ao Brasil em 1997 para liderar a operação. 

“A experiência em diferentes áreas e funções na mesma empresa foi o segredo para ser o líder de hoje”, afirma Thomas. Segundo ele, várias pessoas chegam às empresas com o objetivo de crescer rápido e isso nem sempre é bom. “As pessoas se especializam muito cedo e querem ser gerente em um ano. É preciso conhecer mais da empresa para crescer com uma base sólida”, destaca o executivo, ao comentar que a Hamburg Süd estimula que o funcionário conheça outros setores, inclusive em outros países onde a companhia atua.

Que o Brasil é um grande exportador de funcionários, isso não há dúvida. Há 10 anos na Aliança Navegação e Logística, o atual coordenador de controladoria operacional em São Paulo, Alexandre Ávila, pode falar em causa própria. Com apenas 27 anos, o funcionário, que começou como estagiário rotativo promovido pelo Colégio Humboldt, já atuou em duas posições diferentes, por um período de quatro anos na matriz em Hamburgo, onde aprendeu muito sobre a estrutura do Grupo Hamburg Süd, do vocabulário técnico em alemão e da estratégia de negócios, pois acompanhava o fluxo global de contêineres. “Tudo começa por você! A empresa é grande e a rotatividade também. A partir do momento que você desempenha um bom trabalho e comenta com o seu gerente s obre o interesse de ir para fora ou de assumir outra função, ele mesmo te indica quando surge a vaga. É um processo natural”, ressalta Ávila.

Para Fernando Melo, funcionário há 31 anos, há sempre oportunidade para quem se identifica com a empresa e deseja crescer. Ele começou como assistente administrativo e passou também pelas funções de assistente de tráfego, analista, coordenador e gerente de trade, gerente de produto até chegar ao posto de gerente de operações. 

“Tenho vários exemplos aqui na empresa e sou um grande incentivador para que as pessoas não desperdicem as oportunidades quando elas batem na porta. Haverá sempre espaço para aqueles que se preparam para assumir novos desafios”, comenta Melo, que espera encerrar a sua carreira profissional na mesma empresa. 

De acordo com o executivo, reter talentos é uma combinação de fatores da empresa e do funcionário. “Ambos precisam trabalhar para que esse casamento seja duradouro”. 

Outro exemplo de quem está construindo sua carreira na Hamburg Süd vem do gerente da LBU da região Sul, Leonardo Silva. Há 13 anos na companhia, ele começou sua trajetória na área operacional em Rio Grande (RS), seguindo para Recife (PE), onde atuou como coordenador de operações até março de 2008. No mês seguinte, foi transferido para São Paulo, onde permaneceu por cinco anos – seis meses realizando as funções de planner dos navios da cabotagem, dois anos como planner das embarcações de longo curso dos serviços da América do Norte e Caribe, e os últimos dois anos na área de Product Management também para América do Norte e Caribe.

Em 2013, assumiu a gerência da Aliança/Hamburg Süd na região Norte, onde foi responsável pelas áreas operacional, multimodal, logística, administrativa, financeira e recursos humanos, sendo transferido em 2015 para Itajaí (SC), onde assumiu a gerência da região Sul, respondendo pelas mesmas áreas atendidas na região Norte. No início deste ano, seus desafios aumentaram e ele também ficou responsável pelas vendas de longo curso e cabotagem de toda a região Sul.

“Nos últimos anos tivemos várias movimentações que abriram novas oportunidades na organização. Muitas delas necessitavam de disponibilidade de mudanças, bem como habilidades específicas e experiências diferenciadas”, explica Silva. 

De acordo com o gerente, o colaborador deve ter o seu plano profissional e identificar oportunidades de conhecimento que possam agregar a novos desafios dentro da empresa, independente se ela tem ou não um plano de carreira estruturado.

A gerente de RH da Aliança/Hamburg Süd, Rosilene Senna, garante que a empresa vem buscando identificar colaboradores com perfis diferenciados para, juntamente com os gestores, criar planos de crescimento profissional. “Promovemos vários treinamentos internos e externos, job rotation e outras ações que possam trazer mais conhecimento e experiência para que os nossos profissionais se preparem para novos desafios dentro de casa”, enfatiza. 

Sobre a Aliança Navegação e Logística

A Aliança Navegação e Logística foi fundada em 1950 por Carl Fisher. Em 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Oetker, também proprietário da Hamburg Süd. Em 1999, a Aliança retoma o transporte de cabotagem no Brasil, que até então era subutilizado. 
Entre 2013 e 2014, a Aliança reestruturou sua frota de cabotagem com um investimento de R$ 700 milhões na compra de 6 navios porta-contêineres com capacidades que variam de 3.800 TEUs a 4.800 TEUs. Atualmente, a empresa conta com 11 navios em operação no serviço, com amplo atendimento em 15 portos de Buenos Aires até Manaus, e um total de 104 escalas mensais. 

A Aliança é market leader na cabotagem e possui uma carteira de clientes que vai do arroz ao zinco, com grandes, pequenas e médias empresas e em praticamente todos os segmentos do mercado, com destaque cada vez maior para os segmentos de bens de consumo duráveis. No ano passado, obteve um faturamento de R$ 3,3 bilhões e movimentou 673 mil contêineres. 

A empresa tem forte atuação no mercado externo, com 25 navios porta-contêineres que fazem a rota internacional, distribuídos em 9 serviços. Além disso, oferece o transporte de granéis (fertilizantes, grãos e minérios), onde são utilizados 8 navios com capacidade que vão de 38 mil toneladas a 45 mil toneladas. 
Assessoria de Imprensa

Fonte: O Autor

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